Paraibana relata prejuízo de R$ 30 mil apostando em ‘jogo do tigrinho’: ‘Foi a pior coisa que fiz na minha vida’

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Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho — Foto: Matheus Moreira

Vítima disse que foi influenciada por conteúdo de personalidades no mundo digital, que fazem propagandas da plataforma. Lei paraibana proíbe esse tipo de divulgação.

Uma paraibana, que preferiu não se identificar, teve um prejuízo de R$ 30 mil apostando no “jogo do tigrinho”, cassino online famoso que promete ganhos fabulosos em jogos de azar. Segundo a vítima, ela foi influenciada por conteúdos de personalidades do mundo digital, que fazem propaganda da plataforma.

Na Paraíba, cassinos online como o ‘jogo do tigrinho’ não podem mais ser divulgados por influencers em redes sociais ou sites, de acordo com uma lei sancionada no mês de janeiro. Os influenciadores que descumprirem a vedação estão sujeitos a multas.

No Brasil, o chamado ‘Jogo do Tigrinho’ ficou famoso devido à extensa campanha que incluiu muitos influenciadores digitais e jogadores que compartilham suas supostas ’táticas’ nas redes sociais. No entanto, há a suspeita de que vídeos que mostram altos valores são feitos em contas usadas para testes do jogo, somente para simular ganhos reais e assim atrair novos jogadores.

Conforme o relato da vítima em entrevista à TV Cabo Branco, ela perdia dinheiro desde o início das apostas e se mantinha ainda jogando porque era apenas dessa forma que ela enxergava recuperar o desfalque financeiro que havia obtido.

“O que me mantinha jogando era tentar recuperar o que eu perdi. Aí comecei a me aprofundar, porque eu tinha que recuperar o que perdi e elas lá postando, eu entrava no link”, disse a vítima.

Ela relatou também que quando as dívidas começaram a acumular devido ao jogo, foi o momento em que se sentiu enganada pelos influenciadores digitais que fazem essas propagandas nas redes sociais.

“Eu entrava lá no Instagram e elas postavam que tinham aquele grande ganho e eu peguei e fui entrar, depositei, comecei a ganhar, mas depois eu comecei a perder”, disse.

A vítima disse que aconselha as pessoas a não entrar nos jogos de azar, porque podem trazer prejuízo ao bolso de quem está jogando, além de problemas relacionados que as dívidas altas trazem, como nos relacionamentos interpessoais.

“A pior coisa que eu fiz da minha foi entrar nesses jogos, porque para elas que divulgavam, elas ganhavam, porque ganhavam para a gente pagar e perder, mas para a gente que perder não tem como recuperar”, relatou.

A advogada Fernanda Carvalho, especialista em crimes digitais, explicou que na Paraíba existe a lei de janeiro que impede a divulgação desses jogos por parte de influenciadores.

“É um tipo de golpe. A gente recomenda que vocês não utilizem esses jogos. Caso você comece a se viciar, procure um psicólogo, procure alguém que possa lhe afastar pra que lá na frente você não tenha um prejuízo psicológico, você não sofra um prejuízo no seu trabalho”, disse.

A advogada explica que existem formas de tentar na justiça reaver parte do dinheiro perdido. Prejuízos financeiros, econômicos.

“Junte todos os comprovantes de pagamento, os prejuízos econômicos, as vezes que você reportou na plataforma os defeitos, os vícios, e munido de todas as provas possa buscar o poder judiciário, a delegacia de polícia para que possam tentar reaver todos os prejuízos financeiros e morais que aquele praticante sofreu de prejuízo”, contou.

Por g1 PB

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