O governador João Azevêdo (PSB) voltou a endurecer as críticas aos agora ex-aliados, a exemplo do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Efraim Filho (União Brasil). As declarações foram dadas durante agenda do gestor nesta terça-feira (28) em Catolé do Rocha, no Sertão do Estado.

Questionado pela imprensa local sobre a possiblidade de uma recomposição com Efraim, João disse que o agora companheiro de chapa de Pedro Cunha Lima (PSDB) lhe afirmou que seria candidato em qualquer cenário, estando ou não na majoritária governista.

“O deputado escolheu caminhos de projetos pessoais. Se você é aliado, você chega e ele diz que se não fosse candidato na minha chapa, seria candidato até na chapa de um adversário meu, não está fazendo o papel de pensar coletivamente, está pensando nele, no projeto dele”, afirmou o governador.

Em Catolé, Azevêdo conta com o apoio do prefeito Laurinho Maia. A oposição local, por outro lado, faz críticas à gestão estadual e apoia à pré-candidatura de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Governo do Estado.

“São escolhas pessoais. Eu sempre digo que na política você espera de tudo, porque tudo acontecer, inclusive nada. Mas na política, as mudanças acontecem de maneira bem rápida. Até pouco tempo, eu era o primeiro-ministro de um governo, era tratado assim dentro de um governo. Até bem pouco tempo, éramos um governo eficiente, que trazia benefício. De repente, alguém que estava construindo esse governo, muda de lado, por projeto pessoal também, e diz não, agora vou seguir meu caminho. São decisões pessoais”, frisou.

João Azevêdo comparou, ainda, os investimentos na região durante a atual gestão e do seu antecessor, o ex-governador Ricardo Coutinho. “Eu vim no avião agora e estava pensando, quanto será que foi investido em Catolé do Rocha de 2019 a 2022? Foram R$ 103,6 milhões. Na área de saúde, R$ 44 milhões, mais R$ 33 milhões de estradas, R$ 7,6 milhões com habitação, R$ 6,7 milhões com habitação, R$ 6,7 milhões na segurança, R$ 3,7 milhões com recursos hídricos, R$ 3 milhões na educação, além de desenvolvimento regional, agricultura, Empreender. Tudo isso nesses três anos. Agora, sabe quanto foi investigo de 2011 a 2018? R$ 71 milhões”, destacou.

O governador afirmou que ainda aguarda a indicação do Progressistas sobre o possível candidato a vice-governador. “Estamos aguardando, a relação ainda não chegou. Estamos mantendo reuniões para definir. O que precisamos entender, é a necessidade de estarmos juntos para resolver essas questões o mais rápido possível”, pontuou.

João, no entanto, ponderou que a escolha do seu candidato ao Senado poderá ficar para as convenções. Ele garantiu, ainda, a boa relação com o Republicanos, presidido na Paraíba pelo deputado federal Hugo Motta. “Nós temos uma relação tranquila com o Republicanos. Não há nenhum problema”, enfatizo.

Wallison Bezerra – MaisPB