06/07/2022. London, United Kingdom. The |Prime Minister Boris Johnson leaves Number 10 for prime Minister's Questions. 10 Downing Street. Picture by Tim Hammond / No 10 Downing Street

Ministros pediram que o premiê deixe o cargo; já são 16 do 1º escalão e 15 secretários parlamentares que deixaram o governo

 

Mais 6 ministros do governo britânico pediram demissão nesta 4ª feira (6.jul.2022). Em carta endereçada a Boris Johnson, Kemi Badenoch (Governo Local), Neil O’Brien (Nivelamento, União e Constituição), Alex Burghart (Educação), Lee Rowley (Indústria) e Julia Lopez (Mídia) também afirmam que o premiê deve deixar o cargo.

“Tornou-se cada vez mais claro que o governo não pode funcionar dadas as questões que vieram à tona e a forma como foram tratadas. Em boa-fé, devemos pedir que, para o bem do Partido [conservador] e do país, o senhor se afaste”, disseram.

A ministra do Emprego, Mims Davies, também anunciou sua saída do governo de Boris Johnson. Afirmou que o primeiro-ministro falhou em manter “os mais altos padrões na vida pública”.

Segundo o The Telegraph, 31 pedidos de demissões foram feitos desde 3ª feira (5.jul), sendo 16 do 1º escalão ministerial e 15 PPSs (sigla em inglês para secretário parlamentar particular). Eis a lista:

As últimas 7 foram anunciadas horas depois que os ministros Sajid Javid (secretário da Saúde e Assistência Social) e Rishi Sunak (chanceler do Tesouro) também saíram de seus cargos.

O caso se deu por causa de um novo escândalo envolvendo o primeiro-ministro. Veio a público que Johnson nomeou o parlamentar Chris Pincher, do Partido Conservador, para o cargo de vice-chefe da bancada do governo no Parlamento sabendo que ele respondia por assédio sexual.

Pincher é acusado de ter apalpado 2 homens em um clube. A queixa contra ele foi feita em 2019. Ele foi nomeado em fevereiro deste ano, tonando-se o responsável por garantir que parlamentares do partido governista votassem conforme orientação das lideranças.

O parlamentar foi suspenso do Partido Conservador na semana passada. Ao renunciar, ele disse que havia “bebido demais” e “constrangido” a si mesmo e a outras pessoas.

Nesta 4ª feira (6.jul), Boris Johnson, afirmou que lutará para ficar no cargo. “O trabalho de um primeiro-ministro é continuar mesmo em circunstâncias difíceis”, disse.

 

Poder 360