Como funciona, de fato, o mercado de carbono.?
Com a crescente preocupação com as emissões de gases de efeito estufa, as
empresas passaram a ter metas de redução em suas emissões de carbono. A
depender do país, estas metas são estabelecidas por órgãos externos
(Governos, etc) ou pelas próprias empresas (como é o caso do Brasil).
Quando a empresa atinge sua meta de não emissão e, mesmo assim, reduz
ainda mais suas emissões, poderá converter esta redução adicional (que
extrapolou a meta) em créditos e comercializá-los, vendendo a outras empresas
que não tenham atingido suas metas. Vamos a um exemplo: Temos a empresa
A e a empresa B. Ambas se comprometeram a reduzir suas emissões anuais de
carbono em 10 toneladas. No fim do período, constata-se que a empresa A
deixou de emitir 15 toneladas de carbono, enquanto a empresa B, apenas 5
toneladas.

Sendo assim, a empresa A não lançou na atmosfera 5 toneladas além da
meta. Estas 5 toneladas, uma vez convertidas em créditos (1 crédito = 1
tonelada), poderão ser adquiridas pela empresa B para compensar o que não
conseguiu reduzir. Deste modo, adquirindo 5 toneladas da empresa A, a
empresa B também atingirá sua meta.

E fica a pergunta: Mas como as empresas conseguirão reduzir suas
emissões? Bom, a resposta dependerá de cada realidade, mas atividades como
substituição da utilização de combustível fóssil, redução no consumo de energia
e utilização de energia proveniente de fontes renováveis, manejo sustentável do
solo, implementação de sistema de logística reversa, gerenciamento de resíduos
sólidos, reflorestamento, etc.

Prof. Me Sérgio Henrique Pinto Silva